O início do Hoje
Está tudo bem. Tudo bem quando não há perdão que encubra a minha incógnita de viver. No outono frondescente, eu tento não voltar por este caminho confuso que não tem volta. Eu preciso de um pouco de simplicidade, seja nos pensamentos e nos sentimentos. Mas se ao ser simples, esquecendo da minha confusão, por vezes utópica, serei o que? Terei apenas mais um quê de qualquer coisa, porém, coisa alguma é mais confortável que minhas ilusões.
Como em tantos outros dias, fico na expectativa de ouvir o toque do telefone, espero o amor, a amizade me ligar. E o que tenho é só o eco da profundidade do meu ser, que nada diz.
Se no silêncio estou, sozinha, mais silêncio terei.
[Pensando: Em que escrevi acima] [Ouvindo: November Rain - Guns'n Roses] [Palavra: Nada] [Questionando: Quanto tempo sozinha?] [Magnífica Tarde de Outono]
(D.B.A)
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 15h17
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Me salva desse mar de lágrimas em que me afogo, Me acha nessa tempestade de areia em que me perdi. Um beijo seu pode curar minhas feridas que nunca fecham, O som do seu riso dissipa a tristeza que há em mim. Você traz luz ao quarto escuro em que escondi meu coração. Será que é você que pode me trazer de volta? Desse deserto em que caminho para cada vez mais longe Onde tudo se torna cada dia mais frio. Me protege da solidão nessa noite sem fim Me guia na escuridão desse céu sem luar Me abraça bem forte até que o sol nasça novamente Cobre meu corpo com o seu e me aquece Até que essa névoa de gelo desapareça pra sempre. Devolve o brilho aos meus olhos Devolve a vida à minha alma Será que é você que pode? Buscar e tomar para si todo o amor que entreguei ao vento Que o destino carregou e nada mais deixou. Quando tudo parecia infinito como o universo E eterno como o tempo. Faz a chuva cair e afastar essas nuvens escuras Que cobrem as estrelas no céu. Faz meu medo passar Que então eu deixo a correnteza me levar E eu vou estar com você Onde quer que esteja Mesmo que você não me ame E mesmo que eu não possa te amar.
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 18h44
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Tristes são as palavras
Tristes são as palavras que fogem de ti Triste é o olhar que carregas hoje Sem brilho, sem cor Está baço e perdido
Triste é o teu perfume Tristes são todos os teus movimentos Procuro um sorriso em ti Mas é triste E nada me entristece mais Ponho a mão no teu peito Quero sentir o teu coração É triste o seu bater Pulsa lento e desorientado As tuas mão pendem ao lado do corpo Curvas as costas e baixas a cabeça Essa tristeza que levas pesa-te Como uma cruz que tens de carregar Quero aliviar-te do tormento Tirar-te essa tristeza Carregá-la eu comigo Começo por sorrir para ti Olho-te nos olhos Procuro uma resposta nos teus lábios Um toque leve nas tuas faces Umas cócegas talvez Uma mão na tua Dedos entrelaçados dizendo "Estou aqui, do teu lado" Apertas a mão e aproximas-te de mim Sinto o teu leve respirar Num múmurio ouço a tua voz Deixas escapar um obrigado E entregas-te à tristeza Lágrimas soltas que nascem dos teus olhos Rios transformados em mar Nascem também em mim Nunca te deixaria chorar sozinho Não a ti, meu amigo E assim sinto tua tristeza aliviar Levantas os olhos e sinto essa leveza Um sorriso desenha-se na tua boca E contagia-me De tão perto sinto o teu coração Grita "Estou vivo!!!" Endireitas-te livre do peso Levantas a cabeça E o mundo é teu... E meu!
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 16h50
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Palavras tristes? Não!

Triste é a história continuar. Triste é adormecer tranqüilamente sem saber que lá fora cai uma tempestade, que aos poucos entra em meu quarto, me inunda, me sufoca, afoga e mata! Por alguns longos instantes, dias, eu esqueci do ser que habita em meu fraco corpo. E hoje, quando voltei a lembrar de mim re-lembrei também quão avassalador é esta agonia, essa sensação insólita do vazio. Voltou, então, que eu queria apenas chorar (mesmo sabendo que isso não vai me levar para lugar algum), mas toda essa falta de sentido acaba com meu fôlego.
Senti saudade de ficar melancólica - saudavelmente melancólica. De descer até os confins de mim e dizer "oi!" para meus sentimentos. Mas de que valem, mesmo, os sentimentos? Porque conversar com eles é sempre fazer poesia. E, nessa sala fria, cercada de textos frios e com a fria letra da lei a determinar os meus gestos, aonde entra ela?
(D.B.A)
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 21h58
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