Meu perfil
 

Eu: Daniella Almeida - 17 anos, nascida em 1º de Janeiro de 1987/São Paulo/SP.

 
Vivo intensamente cada sentimento, seja ele qual for, sem medo de errar, sofrer ou me tornar ridícula.

 

Do que gosto: Amor, Amigos, Legião Urbana, Vinhos, Silêncio, Campo, Leitura, Desabafo, Sinceridade, Sentimentalismo,  Universo, Mistério, Dificuldade e Desafios.

 

Lendo: 365 Itens Para Alcançar o Seu Ideal

Ouvindo: Alanis Morissete - Flinch

Vivenciando: A felicidade contida na saudade

Estado de Emocional: Instável

Perdendo: O medo

Ganhando: Mentiras

Um dia desses...o silêncio se cale.

 

 

E-mail / MSN: daniellabritoalmeida@hotmail.com    

ICQ - 100977065

 



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Eu x Você (Eu)

                                                             

Vamos começar assim...

Eu, eu não sou você e você não sou eu!
Eu sou eu e você não é você!
Você é tudo o que eu não sou e eu sou apenas o que sou.

Mas afinal...
O que sou?
O que és?

Eu sou quem pede atenção
Você é quem dá atenção!

Você é a egoísta
Eu sou a solitária

Eu sou a amiga
Você é quem conserva os amigos

Você é lágrima
Eu sou a chuva

Eu sou o medo
Você é a circunstância

Você é a dor
Eu sou a faca

Eu sou a morte
Você o sangue

Você é o abismo
Eu sou o suícidio

Eu sou o silêncio
Você é quem cala

Você é o ruído
Eu sou o grito

Eu sou a mascarada
Você é a maquiada

Você é o sonho
Eu sou o sonho profundo

Eu sou a perdida
Você é a desorientada

Você é o céu
Eu sou a nuvem cinzenta

Eu sou a sombra
Você é o amanhecer

Você é a tristeza
Eu sou a depressão

Eu sou a ausência
Você é a falta

Eu sou já quem não sei quem sou
Você, quem é?

Você é o vazio
Eu sou o que já fui, e agora sou nada!

Daniella B Almeida



- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 18h32
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LÁGRIMAS

 

As lágrimas são palavras
que não nasceram
Sentimentos que se calaram
São sorrisos que não vingaram
A fé que foi desmentida
pelo desespero.

Lágrima é a voz dos resignados
É o fruto da paz roubada
do peito ainda verde
Que se perdeu sem ser provado
Água que transbordou do leito
e segue sem rumo.

Lágrima é o grito que não
pode ser ouvido
São reticências colocadas
no final de quem não quis continuar
É o momento de dar o nó na garganta
É a angustia expelida por fustigar
a alma de quem não pôde amar ...

As chuvas são lagrimas de uma
estrela que apagou
É a tristeza que cansou de
ficar no canto
É o canto de quem não
tem motivos
É o motivo de quem desistiu
e se entregou...

Deus fez a lágrima para expressar
o que o medo revela
O que a alegria não supera,
a verdade que não pode ser dita
A dor que não pode ser sentida
O destino que não pode ser mudado somente vivido...



- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 17h46
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Por um momento apenas...

Quero um pedacinho de tempo para poder descansar esse peso do mundo que estou sentindo em meus ombros ... um tempo onde não me perguntem nada, nem me peçam nada, apenas me permitam o direito de dar vazão ao pranto que venho engolindo com o café-da-manhã de todos os dias enquanto visto a máscara de "olhem como sou valente e forte" ....
Quero ser a criança que pode chorar livremente sob o beneplácito da manha, até que me ponham no colo, restabelecendo assim o equilíbrio que necessito para dormir em paz.
Quero ser criança novamente e me esconder no vão da escada para que todos me procurem e se preocupem comigo (ainda que ao me encontrarem me ponham de castigo pela traquinagem ...)
Quero ser adolescente despertando para o primeiro amor e poder vislumbrar  no horizonte o barco que vem me tirar daqui e me levar pra longe da escuridão e do frio ...
Quero ser a pessoa que teme o amanhã, que se angustia com aquilo que não ousou, e se amedronta com o que há ainda por realizar ...
Quero me aventurar na busca dos sonhos sem ter que vê-los  pintados com as cores do desânimo, ou coloridos com as cores do impossível, e quero poder brincar com meus sonhos como se fossem massinha de modelar ilusões .... lambuzar neles meus dedos até decidir quando precisam se desfazer ...
Quero ser companheirismo também nas horas em que tudo  parece ter se perdido, e encontrar apenas um ombro onde possa repousar meu cansaço, um ombro que seja tão somente silencioso ... e impregnado de compreensão.
Quero deixar que me invada toda a dor do mundo neste instante, porque ela é minha, é real e é unica, e que como tal seja aceita e compreendida ... mesmo que eu não a aceite e não saiba lidar com ela ...

E quero poder dizer isso desse jeito:
- ESTOU DOENDO, SIM!

Sem assustar ninguém causando uma revolução tão grande que meu mundo pareça ainda mais desabitado ...
Daqui a pouco tudo vai parecer diferente e novo, eu sei.
Vou secar os olhos e vou à luta outra vez e da dor hei de ressurgir mais forte ... porque sou 99% formação de matéria que dificilmente se desintegra ...
Então,  por favor ...  por um momento apenas ... neste meu pequeno momento mais que humano, neste meu miserável um por cento de fragilidade, me deixem ser igual a todo mundo ...  e  simplesmente chorar ...


Existem coisas escrevemos para nós mesmo, outros escrevemos para o nada, para a dor. Tento sempre escrever um pouco de tudo que sinto, mas é complicado porque tudo é tão vago.



- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 16h45
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As dores do amor

                                    

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados naquele amor, que não conseguimos ver uma luz no fim do túnel.

 A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços. a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.

Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita.
É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,que nos colocava dentro das estatísticas:

"Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 

É o arremate, de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.



- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 16h33
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...O fim é só o começo...
Daniella Brito Almeida
http://falandosozinha.zip.net