Eu x Você (Eu)

Vamos começar assim...
Eu, eu não sou você e você não sou eu! Eu sou eu e você não é você! Você é tudo o que eu não sou e eu sou apenas o que sou.
Mas afinal... O que sou? O que és?
Eu sou quem pede atenção Você é quem dá atenção!
Você é a egoísta Eu sou a solitária
Eu sou a amiga Você é quem conserva os amigos
Você é lágrima Eu sou a chuva
Eu sou o medo Você é a circunstância
Você é a dor Eu sou a faca
Eu sou a morte Você o sangue
Você é o abismo Eu sou o suícidio
Eu sou o silêncio Você é quem cala
Você é o ruído Eu sou o grito
Eu sou a mascarada Você é a maquiada
Você é o sonho Eu sou o sonho profundo
Eu sou a perdida Você é a desorientada
Você é o céu Eu sou a nuvem cinzenta
Eu sou a sombra Você é o amanhecer
Você é a tristeza Eu sou a depressão
Eu sou a ausência Você é a falta
Eu sou já quem não sei quem sou Você, quem é?
Você é o vazio Eu sou o que já fui, e agora sou nada!
Daniella B Almeida
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 18h32
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LÁGRIMAS
As lágrimas são palavras que não nasceram Sentimentos que se calaram São sorrisos que não vingaram A fé que foi desmentida pelo desespero.
Lágrima é a voz dos resignados É o fruto da paz roubada do peito ainda verde Que se perdeu sem ser provado Água que transbordou do leito e segue sem rumo.
Lágrima é o grito que não pode ser ouvido São reticências colocadas no final de quem não quis continuar É o momento de dar o nó na garganta É a angustia expelida por fustigar a alma de quem não pôde amar ...
As chuvas são lagrimas de uma estrela que apagou É a tristeza que cansou de ficar no canto É o canto de quem não tem motivos É o motivo de quem desistiu e se entregou...
Deus fez a lágrima para expressar o que o medo revela O que a alegria não supera, a verdade que não pode ser dita A dor que não pode ser sentida O destino que não pode ser mudado somente vivido...
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 17h46
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Por um momento apenas...

Quero um pedacinho de tempo para poder descansar esse peso do mundo que estou sentindo em meus ombros ... um tempo onde não me perguntem nada, nem me peçam nada, apenas me permitam o direito de dar vazão ao pranto que venho engolindo com o café-da-manhã de todos os dias enquanto visto a máscara de "olhem como sou valente e forte" .... Quero ser a criança que pode chorar livremente sob o beneplácito da manha, até que me ponham no colo, restabelecendo assim o equilíbrio que necessito para dormir em paz. Quero ser criança novamente e me esconder no vão da escada para que todos me procurem e se preocupem comigo (ainda que ao me encontrarem me ponham de castigo pela traquinagem ...) Quero ser adolescente despertando para o primeiro amor e poder vislumbrar no horizonte o barco que vem me tirar daqui e me levar pra longe da escuridão e do frio ... Quero ser a pessoa que teme o amanhã, que se angustia com aquilo que não ousou, e se amedronta com o que há ainda por realizar ... Quero me aventurar na busca dos sonhos sem ter que vê-los pintados com as cores do desânimo, ou coloridos com as cores do impossível, e quero poder brincar com meus sonhos como se fossem massinha de modelar ilusões .... lambuzar neles meus dedos até decidir quando precisam se desfazer ... Quero ser companheirismo também nas horas em que tudo parece ter se perdido, e encontrar apenas um ombro onde possa repousar meu cansaço, um ombro que seja tão somente silencioso ... e impregnado de compreensão. Quero deixar que me invada toda a dor do mundo neste instante, porque ela é minha, é real e é unica, e que como tal seja aceita e compreendida ... mesmo que eu não a aceite e não saiba lidar com ela ...
E quero poder dizer isso desse jeito: - ESTOU DOENDO, SIM!
Sem assustar ninguém causando uma revolução tão grande que meu mundo pareça ainda mais desabitado ... Daqui a pouco tudo vai parecer diferente e novo, eu sei. Vou secar os olhos e vou à luta outra vez e da dor hei de ressurgir mais forte ... porque sou 99% formação de matéria que dificilmente se desintegra ... Então, por favor ... por um momento apenas ... neste meu pequeno momento mais que humano, neste meu miserável um por cento de fragilidade, me deixem ser igual a todo mundo ... e simplesmente chorar ...
Existem coisas escrevemos para nós mesmo, outros escrevemos para o nada, para a dor. Tento sempre escrever um pouco de tudo que sinto, mas é complicado porque tudo é tão vago.
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 16h45
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As dores do amor

Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente,seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados naquele amor, que não conseguimos ver uma luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços. a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também... Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.
Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,que nos colocava dentro das estatísticas:
"Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate, de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,mas que precisa também sair de dentro da gente... E só então a gente poderá amar, de novo.
- Postado por: » ¶äläš Ätëñä « às 16h33
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